QUEM
RESPEITA O MARCO CIVIL LEI 12965/2014? NINGUÉM.
A internet supostamente foi criada, para uso militar, como
um sistema de comunicação no qual a sua manutenção ativa não dependesse de um
único polo central ou seja, um sistema de comunicação onde a responsabilidade
por mantê-lo ativo seria de todos os componentes da rede.
Com o tempo a comunidade científica apossou-se de sua
flexibilidade e possibilitou o gigantesco desenvolvimento nas comunicações.
Hoje, as pessoas conectadas tornaram-se donas da informação, o destinatário é
que tem que decidir se ela lhe interessa e o que fazer com ela.
Se por um lado isso trouxe o objetivo previsto, por outro,
dado a popularização do seu uso, gerou possibilidade de inúmeros prejuízos a
outrem de forma praticamente anônima e impune.
Essa liberdade possibilitou um sem número de usos em
benefício da humanidade. Muitos porém fazem uso indevido da rede. Porém o que
seria uso indevido pode variar de sociedade para sociedade.
Nos países fundados em sistemas legais, no dito Estado de
Direito, o uso indevido seria fazer coisas e obter resultados contrários as
leis.
As Leis por sua vez seriam algo destinado a controlar o
resultado das ações dos homens que sejam contrários a um princípio, um valor
moral ou ético que possa trazer malefícios a outrem ou a toda a sociedade.
O Marco Civil é uma lei, n° 12965/14, composta por um
conjunto de regras que visam a controlar o uso da internet de forma a preservar
a privacidade dos cidadãos. Uma carta de intenções de difícil concretização.
Surgiu da necessidade que a ELITE vislumbrou de proteger ou poder revidar
ataques que pudessem vir a sofrer
Qual a efetividade da Lei? Praticamente nenhuma, para a
grande maioria tudo continua igual, as pessoas continuarão dependentes de uma
complexa estrutura que envolve milhares de conexões ao redor do mundo e devido
a isso, a dificuldade para efetivar essa lei levará com que ela já nasça morta
ou destinada a atender os interesses de poucos apaniguados que possuem acesso
aos recursos necessários a interferir no sistema. Esses não precisariam de leis
específicas.
Perguntas que a Lei não responde
1-
O que acontecerá com as empresas que não
respeitarem a lei, divulgarem ou possibilitarem o acesso de terceiros as
informações privadas? Provavelmente nada, o cidadão comum não terá como provar
de onde saiu o vazamento. A maioria das empresas já inclui, nos contratos de
adesão que assinamos, a possibilidade de uso dessas informações privadas. Ou
você concorda com isso ou não pode usar o serviço.
2-
A lei estabelece a privacidade em e-mails, mas
não define o que acontecera se essa for quebrada e nem o que seria a extensão
dessa privacidade? Como punir algo que não está claramente definido. Novamente
o usuário devera provar quem vazou a informação e isso é muito difícil e caro.
E assim segue Lei com abordagens
inócuas e sem efetividade , muitas delas já superada pela realidade de que não
temos como aferir o quanto nossos pretensos direitos são feridos a todo momento.
Mesmo quando soubermos não teremos condições de exigir reparação.
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